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Jesus morreu!

Depois da famosa frase nietzschiana: "Deus está morto!", descobri hoje outra: - Mataram Jesus! - choramingava um bêbado, enquanto repetia para um transeunte, em pleno turbilhão da Barão de Itapetininga. Não pude conter um pequeno sorriso, devido à cena estrambólica: pessoas se atropelando, outras gritando e falando ao celular, os carros e ônibus voando, prostitutas, mendigos adormecidos nas calçadas (um segurando os genitais durante o sono profundo), compradores de ouro, vendedores ambulantes, policiais, cachorros abandonados, crianças chorando e um pedinte bêbado, um pobre diabo, aos olhos da sociedade, chorando e constatando algo que já aconteceu há milênios: - Mataram Jesus! O que ele pensava sobre isso? Nos olhos dele, em suas lágrimas, me ocorreu o pronto fato, de que a esperança daquela criatura estava por terra, jogada à vala do submundo. Se para nós ele já se encontra nessa conjuntura, naquele instante, o mendigo tinha certeza! E há de se saber em que subte...

Tudo tem um quê de querer mais

Dessa vez, procurarei não escrever ficção, muito embora eu prefira postar as imaginações, às minhas realidades. Neste dia 08 de março só tive uma bagagem a mais de lágrimas, tristeza e raiva. Não quero guardar isso, mas não sei onde colocar. É frequente lermos em qualquer lugar, sobre o homem urbano estressado, como também é facílimo acharmos dicas de meditação, repouso mental ou os dez mandamentos para evitar o estresse. Talvez, esteja confundindo estresse com sentimentos, mas acredito que um gera o outro, inevitavelmente. Sim! Se se sente raiva, é porque algo o contrariou, alguma coisa que esperava com muita alegria e você não pôde colher os louros da felicidade, gerando frustração, raiva, estresse e a velha frase: - E agora, José? Sinceramente, eu não espero que nada seja de graça, porque nunca nada o foi, para mim. Mas, nos últimos tempos a minha carreira de Rei Silas vai de vento em popa. E penso em apelar, seriamente, para aquele banho de sal grosso, com muita arruda, brincos de ...

Abertura - "Calem o silêncio das paredes!"

Eu escutei você falando: - Só palavras, só palavras, só palavras... Num ritmo e cadência constantes, promovendo um arrebatamento inconstante, de uniformidades lacônicas, em meu peito e meu ventre. A carne palpita! A carne maldita! Tua carne maldita, Abrãao! A carne se quebra, se mela, se esvai, se entrega, congela, espera, se parte, se rasga, na entremela do dente, respiração arfante, possante, sentido de entrega. E nesse emaranhado se revela a alma da megera respulsiva que carrego nas entrenhas. Maldita e lânguida, parca e renegada carne tua, Abrãao! Abraça-me e expurga-me de tua vida e de tua lábia, Abrãao! E, enquanto me exorcisas, deixa-me ouvir tua voz falando, lentamente: - Só palavras, só palavras, só palavras... Ivna Alba

C'est l'époque

C'est l'époque terrible de la mort. Est-poisons personne. Gouttes d'eau. La douleur à s'estomper. Le sang du coeur. Ivna Alba

Ele

Veio devagar. Hoje o vejo quase deitado na cama, olhos fixos no livro negro. Duas contas que vem iluminando, desde o interior, brilham, ofuscam sua vista e se deitam embriagadas, nas altas horas da noite. Aqueles gestos sempre tão calmos, aquele beijo sempre querendo tudo e querendo mais... Ele veio e ficou! Ele é meu humano! Ivna Alba

A moça e a janela

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Ivna Alba - A moça e a janela (11/02/2010)

Poema para uma menininha

Menininha de perninhas tortas, eu queria lhe tecer um mundo de cores, amores e vida! Eu queria, menininha, mas não consegui. Não, menininha, não chores! Apesar da noite escura, eu te trouxe as estrelas; apesar da tarde chuvosa eu te dou um arco-íris; apesar do beijo frio, eu te dou a minha estrada... Corre, menininha! Corre e me traz uma flor. Pode até ser uma margarida... Vai, menininha! Deixa que a cadeira de balanço faça o vai-e-vem com o vento! Vai, menininha, que o mundo não foi meu, mas vai cair aos teus pés! Vai, menininha! Se precisar chorar, me diz que eu choro por ti! Vai, meninha... Ivna Alba